Procurador-geral diz que BC enviou documentos por determinação do relator
Após o término da votação da primeira parte da denúncia do mensalão, recebida nesta manhã (24) pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, comentou com os ministros quanto à validade das provas obtidas quanto a essa parte da denúncia – gestão fraudulenta de instituição bancária, e que geraram polêmica na votação das questões preliminares, na tarde de ontem.
O procurador frisou que os documentos foram encaminhados pelo Banco Central do Brasil (BC) ao Ministério Público Federal após o relator do Inquérito do mensalão (INQ 2245), ministro Joaquim Barbosa, ter deferido, em 30 de agosto de 2006, as diligências solicitadas por ele, em requerimento datado de 29 de agosto do mesmo ano. O ofício da Procuradoria Geral da República foi enviado diretamente ao BC, em 5 de outubro, apenas porque aquela instituição estaria demorando a cumprir a determinação de encaminhar os documentos ao Ministério Público. Dessa forma, disse Antonio Fernando Souza, a remessa dos documentos se deu por determinação prévia e direta do relator.
MB/EH

Procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza. (cópia em alta resolução)