Presidente do STF destaca mobilização contra feminicídio às vésperas do Dia da Mulher

Em sua fala no Plenário, ministro Fachin também prestou homenagem às mulheres que integram o Poder Judiciário

05/03/2026 20:26 - Atualizado há 3 meses atrás
Fotografia do ministro Edson Fachin na bancada na sessão plenária de 5 de março de 2026. Do lado esquerdo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Do lado direito, a secretário de Plenário Foto: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, destacou, ao fim da sessão plenária desta quinta-feira (5), a importância da participação feminina para o avanço da sociedade. Em manifestação sobre o Dia Internacional da Mulher, celebrado no próximo dia 8, ele também ressaltou a mobilização nacional contra o feminicídio.

“A inclusão de mulheres amplia horizontes, agrega novas perspectivas e experiências e contribui para a construção de uma sociedade mais justa, livre e plural”, ressaltou o presidente da Corte.

Enfrentamento

Ao mencionar o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, assinado no mês passado pelos presidentes dos Três Poderes, Fachin disse que os homens devem assumir o papel de aliados no enfrentamento desse crime e alertou que a violência de gênero ainda mata cerca de quatro mulheres por dia no Brasil.

“Nós, homens, precisamos estar atentos e vigilantes diante dessa realidade. As mulheres lideram a luta pela igualdade; os homens devem liderar, ao seu lado, a luta pela paz”, disse.

Mulheres no Judiciário

Fachin lembrou que a ministra Cármen Lúcia é hoje a única mulher entre os integrantes do STF, que, em 135 anos de história, teve apenas três ministras. Ele homenageou a colega e destacou que sua atuação é um exemplo para a Corte e para a sociedade brasileira.

Prestou homenagem também a todas as magistradas, servidoras, colaboradoras e estagiárias do Poder Judiciário.

“Ao ampliar o espectro de vozes e experiências no processo decisório, a presença feminina contribui para a construção de uma jurisdição constitucional de limites e possibilidades mais amplos e robustos, aberta às múltiplas realidades da sociedade e fortalecedora da própria democracia”, concluiu o presidente do Supremo.

Leia a íntegra do pronunciamento.

(Gustavo Aguiar/AD)

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