Pioneira: há 20 anos, ministra Ellen Gracie assumia a Presidência do STF

Primeira mulher a ocupar o cargo, ela deixou um legado de pioneirismo, modernização e fortalecimento institucional

27/04/2026 14:56 - Atualizado há 5 meses atrás
Fotografia colorida da ministra Ellen Gracie na sessão de sua posse na Presidência do STF

Quando Ellen Gracie Northfleet tomou posse no Supremo Tribunal Federal (STF), em dezembro de 2000, tornou-se a primeira mulher a integrar a composição da Corte em mais de 100 anos de história. Em 27 de abril de 2006, Ellen também protagonizou outro feito histórico: tornou-se a primeira mulher a assumir a Presidência do STF, ocupando o mais alto cargo do Poder Judiciário brasileiro. Duas décadas depois, a data permanece como um marco na trajetória da Corte.

À frente do Tribunal no biênio 2006/2008, a ministra conduziu uma gestão voltada à modernização e à eficiência. Entre as principais iniciativas, destacou-se a implementação da certificação digital, passo decisivo para consolidar a tramitação eletrônica de processos no STF.

Foi também nesse período que mecanismos como a súmula vinculante e a repercussão geral passaram a integrar, de forma efetiva, a rotina do Tribunal, contribuindo para a racionalização do julgamento de demandas e para a redução do acervo processual, que, à época, alcançava cerca de 200 mil processos.

Primeira mulher a ocupar a Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ela reforçou, durante sua gestão, o compromisso do Judiciário com métodos consensuais de resolução de conflitos. Nesse contexto, foi implementada a Semana Nacional de Conciliação, iniciativa que mobilizou tribunais em todo o país e resultou na realização de centenas de milhares de audiências.

Outro marco de sua atuação foi a coordenação dos preparativos para as comemorações do Bicentenário do Judiciário Independente no Brasil. Para isso, instituiu uma comissão específica encarregada das celebrações realizadas em 10 de maio de 2008, poucos dias após deixar a Presidência do STF.

Ellen Gracie se aposentou em 8 de agosto de 2011, deixando um legado de pioneirismo, modernização e fortalecimento institucional. Sua trajetória permanece como referência na história do Supremo e da Justiça brasileira.

(Adriana Romeo/JP//AD)

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