Nelson Jobim suspende resolução da Corregedoria Geral de Justiça do RJ

28/01/2005 17:32 - Atualizado há 2 anos atrás

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Nelson Jobim, suspendeu nesta quinta-feira (27/1) determinação da Corregedoria Geral de Justiça do Rio de Janeiro que obriga as Serventias de Notas e Registro Civil de Pessoas Naturais a transmitir o resumo de seus atos a um banco de dados. A regra, criada pela Resolução nº 8 de 2004, editada pela própria Corregedoria, também libera a divulgação de registros públicos.


Jobim informa que a resolução foi suspensa pelo ministro Eros Grau um dia antes do início do recesso do Judiciário (17 de dezembro). Diante da impossibilidade de levar a questão a plenário, Grau deferiu a liminar pedida pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR) em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada contra a norma.


Para o ministro-presidente, “a exigência ou sugestão para o cumprimento da resolução não tem fundamento legal e, por via transversa, descumpre a liminar deferida [por Eros Grau] na ADI 3376”.


Segundo Grau, o parágrafo 1º do artigo 236 da Constituição Federal determina que as atividades notariais devem ser reguladas por lei, vocábulo que para o Supremo significa “lei ordinária”. Ou seja, as regras não poderiam ter sido fixadas por meio de uma resolução.


Como mesmo depois da decisão de Eros Grau a Corregedoria Geral de Justiça fluminense publicou decisão no Diário Oficial determinando o cumprimento das regras, a Anoreg ajuizou uma Reclamação (RCL 3078) no Supremo alegando descumprimento da decisão do ministro. Foi nessa reclamação que Nelson Jobim voltou a suspender a resolução.


RR/CG


Leia mais:
27/01/2005 – 18:56 – Notários pedem suspensão de decisão da Corregedoria Geral de Justiça do RJ

Conteúdo acessível em Libras usando o VLibras Widget com opções dos Avatares Ícaro, Hosana ou Guga. Conteúdo acessível em Libras usando o VLibras Widget com opções dos Avatares Ícaro, Hosana ou Guga.