Indeferido pedido de autorização de viagem feito por envolvido na Operação Furacão
Laurentino Freire dos Santos, investigado pela Operação Furacão, da Polícia Federal, não conseguiu autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para viajar com sua família para Salvador, na Bahia.
Em julho do ano passado, Laurentino conseguiu liminar em Habeas Corpus (HC 92423) deferida pelo ministro Marco Aurélio, do STF, para responder ao processo em liberdade. Mas a decisão do ministro alerta que o acusado deverá permanecer no distrito da culpa, ou seja, no Rio de Janeiro, e só poderá realizar viagens com a autorização do Juízo da 6ª Vara Federal Criminal do Rio, onde o processo tramita.
Citando essas determinações do ministro Marco Aurélio, a presidente do STF, ministra Ellen Gracie, indeferiu o pedido de viagem feito por Laurentino. Segundo ela, “é dever do Juízo da 6ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, cabendo a ele ou à autoridade judiciária que o substitua, em épocas determinadas”, apreciar os pedidos de autorização de viagem dos réus envolvidos na Operação Furacão.
Ellen Gracie acrescentou que a primeira instância do Rio e o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, sediado no Rio, sequer analisaram o pedido de Laurentino por considerá-lo descabido de ser decidido em regime de plantão.
Laurentino é considerado homem de confiança de Aniz Abrahão David, o Anísio, e Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, também investigados por envolvimento na Operação, que desarticulou uma quadrilha envolvida com máfia de caça-níqueis do Rio.
RR/LF
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