Contratação “fantasma” de parentes do casal Hernandes da Igreja Renascer será investigada pelo Supremo
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de Inquérito (INQ 2639) para investigar supostas irregularidades cometidas pelo deputado federal Geraldo Tenuta Filho, o Bispo Gê Tenuta (DEM/SP), que teria contratado parentes de Sonia e Estevam Hernandes, fundadores da Igreja Renascer em Cristo, como "assessores fantasmas" em seu gabinete, quando exercia mandato de deputado estadual em São Paulo, entre os anos de 2003 e 2006. O ministro acolheu pedido do procurador-geral da República nos autos de uma Petição (PET 3973), para sua reautuação como Inquérito.
O caso teve a investigação iniciada pelo então Corregedor da Assembléia Legislativa de São Paulo, o ex-deputado estadual Romeu Tuma Júnior. O Ministério Público passou a investigar estes fatos quando recebeu a informação de uma testemunha de que cinco parentes do casal Hernandes, da Igreja Renascer, foram contratados pela Assembléia Legislativa de São Paulo, lotados no gabinete do parlamentar Bispo Gê Tenuta, recebendo vencimentos como tal, sem contudo trabalharem efetivamente. De acordo com noticiário da época, presente nos autos, os próprios funcionários do gabinete do então deputado afirmaram sequer conhecer essas pessoas.
Em seu pedido, o procurador-geral da República disse que embora a investigação ainda se encontre em sua fase inicial, não contando ainda com elementos suficientes para se afirmar a existência de irregularidades, as informações já colhidas pelo MP “contêm indicações precisas de datas, nomes de pessoas e documentos que devem ser analisados para melhor elucidação dos fatos que, se confirmados, podem configurar crime”.
Ao atender o pedido do procurador e reautuar a Petição como o Inquérito 2639, o ministro Celso de Mello determinou que os autos sejam enviados para o Departamento de Polícia Federal por noventa dias para a realização de diligências.
MB/LF