Avô e pai acusados de mandar matar publicitária pedem liberdade ao STF

01/09/2008 17:37 - Atualizado há 2 anos atrás

Já aguarda julgamento na Segunda Turma do STF o Habeas Corpus (HC 95934) que pede liberdade para N.A.G. e R.G.A., avô e pai de Renata Archilla, a publicitária baleada em um suposto assalto em São Paulo no dia 17 de dezembro de 2001. Os dois são acusados de contratar o autor do crime – que se vestiu de Papai Noel – para matá-la e, assim, evitar que herdasse os bens da família paterna. Eles foram presos em 11 de agosto e respondem por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, mediante paga, contra descendente em concurso de pessoas.

Os advogados do pai e do avô de Renata sustentam que não há provas concretas de que eles teriam encomendado o crime ao policial militar que atirou contra a jovem. De acordo com a defesa, a promotoria nunca apresentou evidências das participações dos ascendentes de Renata, e as acusações seriam baseadas em testemunhos de ameaças veladas do avô à neta. N.A.G teria dito à avó materna da moça, por exemplo, que se ela abrisse mão de uma pensão alimentícia requerida na justiça  poderia ser reconhecida como membro da família paterna. Já o tio de Renata disse ter ouvido de N.A.G. que ela "não viveria para receber sua herança".

A defesa diz ainda que não há necessidade de os dois cumprirem prisão preventiva porque não são considerados perigosos para a ordem pública, já que supostamente têm bons precedentes e não atrapalhariam as investigações. Além disso, a família mora no mesmo lugar há 41 anos, e pai e filho se apresentaram para esclarecimentos quando solicitados pela Justiça. Relata, ainda, o fato de o avô de Renata já ter 81 anos e sofrer de câncer.

MG/LF

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